terça-feira, 1 de maio de 2012

Che vive!


ERNESTO CHE GUEVARA

portenho de nascimento,
de adoção, cubano.
Luminar da luta armada, 
que rebento!
Esse gênio latino-americano...

Médico e guerrilheiro,
que beleza!
Emblema da humanidade,
carismático e sobranceiro,
valente como um leão,
e era amor e coração...
Vibrava no seu desejo
de conquistar a liberdade
com fuzil e pelotão.
Não fugia à hora dura,
e era bom... tinha ternura...

De mente e braços altaneiros,
com seu olhar garrido,
em punho as armas,
fez a revolução de Cuba
ombro-a-ombro com Fidel,
Camilo Cienfuegos
e Raul Castro,
com um pugilo de bravos
fizeram assim a história, 
deram forra ao povo escravo,
e implantaram a liberdade!

Sierra Maestra
das ações foi o teatro, 
que sofreram o povo sabe!
Hoje, só glórias e heróis!
Por isso, 
aqui e agora:
hosanas cristalinas
à saudade que é Guevara,
o Che nosso das colinas
- ícone redivivo
da indômita juventude
e dos povos periféricos...

Lá pelas fraldas
ou chã da Sierra,
no frescor das madrugadas, 
mesmo que,
o peito opresso de asma,
fuzil à mão
e fé no amanhã,
fazia as longas caminhadas,
só buscando a liberdade...

Lutou no Congo com audácia!
Foi luz na África,
sim, nas guerrilhas libertárias...
No Brasil, deu honra
de ser condecorado
com a Grã-Cruz
do Cruzeiro do Sul.
O fato, que enorme furacão!
Derrubou Jânio e Frondize
feito fogo e maldição.

Seu destino foi romântico:
na Bolívia, 
entrou anônimo,
só que um satélite ianque
fez seu mapa,
e lá na selva
aprontaram sua execução,
lá mesmo,
era o medo do povo
que a Che 
amava tanto!

Pela doutrina 
do Tio Sam,
Fizeram decapitação:
cortaram-lhe mãos 
e cabeça, 
e o corpo indômito...
ninguém soube;
ninguém viu, é certo...
muito tempo depois apareceu.

Da Bolívia
o Gal. Vargas Salinas
afirmou ter enterrado
o corpo insigne
por detrás da pista de pouso
do burgo de Vallegrande

Milico miserável!
- Não fez fogo 
nem fumaça
- foi covarde!
E ainda assim...
A verdade da história
terminou por ser proclamada.

Deixou uma filha, 
Que tesouro!
Gente, que testemunho
de sua humanidade
paternal,
do vero e do doce amor
que lhe dava,
chamando-a de pequena Mao
em hora vaga,
no recesso do seu lar!

Hoje nesse incerto tempo
seus cabelos não mais voam
pelo vento;
sua boina bem zelada,
e bem quebrada,
dava o tom do namorado
da deidade liberdade...
E ora é sonho 
da garrida adolescência
do mulheraço formoso,
das deusas do continente...

Inda mais belo
é saber
que neste azo de tempo,
seu nome,
sua esfinge, seu retrato,
vão pelo topo dos mastros
- de bandeira
- com a força dos metais,
das lutas dos proletários,
das vontades sociais...

Para os ricos foi maldito,
para os pobres,
um salvador,
e aqui não vai pagode:
não há ode
que encerre
a grandeza de Che
- nosso Guevara
- parece que foi 
um clone
de Jesus de Nazaré,
porque foi da humanidade
verdade, mito e profeta
e assim ainda é
desses povos do Caribe, 
Américas Sul e Central,
e do povo lá da África... 

Floriano Bezerra

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